Giselle de Prattes se livra de ‘olhar negativo’ para encarnar Camilla em musical de Princesa Diana, enfrenta rotina ‘de atleta’ e se diverte com rejeição da vilã: ‘O público já chega para odiá-la’
Publicado em 21 de março de 2026 às 09:07
‘Diana, O Musical’ está em cartaz no Rio de Janeiro atualmente e já tem data de estreia confirmada em São Paulo. Confira mais detalhes da peça nessa entrevista de Giselle de Prattes ao Purepeople!
Giselle de Prattes se livra de ‘olhar negativo’ para encarnar Camilla em musical de Princesa Diana, enfrenta rotina ‘de atleta’ e se diverte com rejeição da vilã: ‘O público já chega para odiá-la’ Giselle de Prattes contou tudo dos bastidores de ‘Diana, o Musical’ em entrevista ao Purepeople Camilla em ‘Diana, o Musical’, Giselle de Prattes construiu a personagem com a ajuda de uma biografia não-autorizada, ‘Camilla, a amante do rei’ Giselle de Prattes conta, em entrevista ao Purepeople, que se surpreendeu com diversos aspectos da biografia da Rainha Camilla ‘Diana, o Musical’, com Giselle de Prattes, fica em cartaz no Rio de Janeiro até 26 de abril
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Interpretar um vilão é uma tarefa que envolve acesso a camadas muito diversas do ser humano - aquelas que nem sempre a gente deseja descobrir. Para um ator, é também a possibilidade de lidar com a rejeição do público. Giselle de Prattes está diante de uma missão que vai além de construir um personagem com vilania: encarnar uma figura pública que se tornou uma das mais controversas da história recente.

Em seu retorno ao teatro musical, Giselle empresta o corpo, a voz e a sensibilidade a Camilla Parker Bowles, a grande antagonista de “Diana, o Musical”, que está em cartaz no Rio de Janeiro até abril. A protagonista é interpretada, nesta montagem, pela prestigiada atriz Sara Sarres.

Giselle estrela o papel a convite do diretor Tadeu Aguiar, com quem já havia trabalhado em “Chatô e os Diários Associados - 100 anos de Paixão”. Interpretar nomes icônicos não é novidade no currículo da atriz, que fez Carmen Miranda neste espetáculo.

“No meio do processo do ‘Chatô’, durante a temporada, ele me falou que tinha comprado os direitos desse espetáculo e perguntou se eu gostaria de fazer Camilla. Fiquei super feliz e fiquei sabendo muito tempo antes”, conta Giselle, em um bate-papo com o Purepeople via telefone.

Com o aceite, Giselle mergulhou em uma pesquisa e se propôs a enxergar Camilla além dos estereótipos. Por décadas, ela carregou (muitas vezes, sozinha e injustamente) o fardo de ser a destruidora do conto de fadas de Diana e do então Príncipe Charles - ou melhor, apenas ajudou, mesmo sem querer, a escancarar a realidade sobre o casamento de fachada que muito mais lembrava um filme de terror.

“A Camilla, coitada, até hoje a popularidade dela é muito pequena. Eu também sempre tive esse olhar negativo, torcia um pouco o nariz. Sempre fui fã de ‘The Crown’, assisti a tudo, e sempre achei uma figura controversa. Falei: ‘meu Deus, como eu vou fazer esse trabalho?’. Porque ela é muito diferente nas motivações, nas escolhas, acho que eu jamais tomaria a postura que a Camilla tomou. Então, queria fazer sem ficar uma vilã caricata, porque, no recorte do espetáculo, ela já é colocada muito nesse lugar de vilã. Não tem jeito.”

Com poucas declarações públicas e um escasso material de vídeo, Giselle construiu a personagem com a ajuda de uma biografia não autorizada, “Camilla, a amante do rei”, escrita pela especialista real Caroline Graham em 1994, um ano depois do infame episódio conhecido como "Tampongate" ("Escândalo do Absorvente", em tradução livre), quando ligações gravadas clandestinamente flagraram uma conversa íntima de Charles e Camilla.

“Esse livro me ajudou a entender muito o outro lado da história. A entender que sempre existiu uma história de amor e de muita amizade entre Charles e Camilla. É uma condição que, para nós brasileiros, é muito distante de imaginar o que seja esse sistema institucional”, destrincha a atriz. “Esse amor só não foi possível porque a gente estava falando do futuro rei."

Graças ao livro, Giselle também passou a enxergar a rainha consorte como uma figura de impacto nos bastidores. “É uma mulher extremamente inteligente e articulada, que ajudava o Charles a lidar com toda a pressão e as demandas que ele tinha. Ele me parecia sempre muito vulnerável e fragilizado. E ela como uma figura de força para ele. Isso foi surpreendente.”

Se, em sua pesquisa, Giselle desenvolveu muita empatia por Camilla, o musical não cumpre a mesma missão. A atriz relata, com bom humor, que o ranço pela atual rainha consorte é tão forte que impacta até mesmo a reação da plateia.

“O público já chega, de cara, para odiar a Camilla. Tem um momento com Charles, superfofo, superbonito, um solo lindo... Saio no silêncio. O público odeia a Camilla! Eu brinco que, se tem aplauso, é porque tem amigo na plateia (risos). Porque as pessoas detestam a Camilla e têm uma resistência.”

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Giselle define “Diana, O Musical” como uma ópera-rock, que traz um ritmo ainda mais intenso que os musicais tradicionais. Quase sem pausas, a maior parte do espetáculo é cantada. “Nunca tinha feito um musical com essa carga vocal. A partitura é muito aguda. Por ser um musical da Broadway, a gente precisa manter todos os tons originais”, comenta a artista.

Com mais um mês em cartaz no Rio de Janeiro e temporada em São Paulo ainda em 2026, Giselle vive uma rotina de muita disciplina nos últimos meses. Tudo para manter seu principal instrumento em excelente performance durante as sete sessões semanais.

“No dia do espetáculo, tem que estar com a voz muito presente. Tem protocolo de nebulização, de fono. Preciso comer um determinado tipo de comida, porque não posso ter refluxo. Tem que chegar umas duas horas antes, começar a aquecer corpo e voz. Chego em casa, também fico 20 minutos com a cara no vapor. É uma vida de atleta mesmo”, descreve.

Para quem fica surpreso com sua performance vocal, Giselle tem um currículo que justifica a desenvoltura. Apesar de ter ficado conhecida do público como a Garota do Zodíaco do “Planeta Xuxa”, na mesma época, ela despontou como backing vocal de artistas prestigiados. Ela gravou voz para discos de Jorge Ben Jor, Chiclete com Banana e muito mais. Também integrou a icônica banda Vitória Régia, em um tributo a Tim Maia.

“Isso me ajudou muito a construir esse ouvido musical, mas nunca tive a pretensão de me lançar ou de ter um trabalho autoral”, ela explica. Hoje, Giselle se entende como “uma atriz que canta”. “A cobrança no teatro musical é muito maior que a de um cantor de show. São sete sessões por semana e a gente espera que todas saiam da mesma forma. A gente tem um jeito de cantar que, ao mesmo tempo, protege a voz. É um condicionamento mesmo, é bem diferente.”

Um aspecto da rotina insana que Giselle conta com entusiasmo é a caracterização. Coube aos figurinistas Ney Madeira e Dani Vidal e ao visagista Anderson Bueno a tarefa de disfarçar a exuberante beleza da atriz para compor um visual de impacto mais contido, característico da atual rainha.

“Essa parte é divertida. Porque a Camilla sempre foi o oposto da Diana. Diana sempre foi linda, vaidosa, um ícone de beleza, um ícone fashion… Eu brinco que nosso figurinista maravilhoso, o Ney Madeira, deu um upgrade na Camilla nos figurinos. Faço uma maquiagem um pouco mais pesada, mais amarelada, marcando linhas. Como se eu tentasse envelhecer”, conceitua.

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Giselle é mãe de um dos atores mais prestigiados da nova geração da TV Globo e estrela de “A Nobreza do Amor”, nova novela das 18h. Foi acompanhando a então Garota de Libra no Projac, atual Estúdios Globo, que ele, ainda bebê, chamou atenção de uma produtora e fez sua primeira participação nas telinhas, em “Terra Nostra”, reprisada atualmente na faixa “Edição Especial”.

Depois do filme “O Segredo de Davi” (2018), Giselle e Nicolas se reencontraram no set como tia e sobrinho no filme “Minha Vida com Shurastey”, ainda sem previsão de estreia. O longa é baseado na história real de Jesse Koz e de seu cãozinho, Shurastey. Os dois embarcaram em uma viagem pela América Latina a bordo de um Fusquinha. Eles morreram em 2022 em um acidente de carro nos Estados Unidos.

“A tia do Jesse é uma figura materna. Ele tinha a avó [interpretada por Bárbara Bruno] e a tia como as figuras maternas. Foi muito emocionante, pela temática do filme, pela partida precoce do Jesse, o cachorro ali… Foi muito especial depois de tanto tempo, o Nicolas nesse momento lindo da carreira. Tenho certeza que as pessoas vão amar.”

Os dois comemoram as agendas atribuladas na profissão, mas que nem sempre permitem que estejam juntos. Um dia antes desta entrevista, houve a festa de lançamento de “A Nobreza do Amor” e a mãe supriu a impossibilidade de prestigiar o evento do filho com uma chamada de vídeo.

“A gente está sempre com saudade e torcendo muito, vibrando. A gente troca muito, conversa. É uma preocupação de mãe e filho, mas que também passa pelo trabalho de ambos. Quer saber muito como foi, o que está sendo bom, desafiador. Estamos sempre conversando, isso é muito gostoso”.

'DIANA - O MUSICAL' - SERVIÇO:

Rio de Janeiro - em cartaz até 26 de abril
Local: Teatro Multiplan - Shopping VillageMall (Av. das Américas, 3900 - Piso SS1)
Sessões: Quarta, Quinta e Sexta às 20h, Sábado às 16h e 20h, Domingo às 15h30 e 19h30
Ingressos a partir de R$ 25 - Vendas no site Sympla

São Paulo - de 15 de Maio a 05 de Julho
Local: Teatro Liberdade (Rua São Joaquim, 129 - Liberdade)
Sessões: Sexta às 20h, Sábado às 16h, Sábado às 20h30, Domingo às 15h e 19h30
Ingressos a partir de R$ 25 - Vendas no site Sympla

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Jornalista por vocação, apaixonado por música, colecionador de CDs e neto perdido de Rita Lee.
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